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ARAPUTANGA - Nove vereadores declaram em documento, que não farão parte de nova Mesa Diretora, com o atual presidente
Por - Sebastião Amorim
A Ação Civil Pública pleiteada pelo Ministério Público Estadual, promotoria de Araputanga, contra o Presidente da Câmara Municipal, Dr. Oswaldo Alvarez de Campos Júnior, caiu como uma bomba entre os vereadores da de Araputanga.
PERDA DE APOIO
Eleito presidente com nove votos em janeiro de 2017, o vereador Dr. Oswaldo Alvarez C. Júnior, parece ter perdido apoio coletivo para continuar representando o Legislativo Municipal, como presidente.
Na prática, os vereadores tomaram hoje (11/04) medida que deve impedir a manutenção do Presidente à frente da Mesa Diretora, pois, o vice-presidente, José Vicente de Carvalho, o Primeiro Secretário, Diego Soares da Silva e, o Tesoureiro Joilson Nunes de Barros, assinaram renúncia coletiva aos cargos que ocupavam na mesa presidida pelo Dr. Oswaldo.
FORA DA PRÓXIMA MESA
Em outro documento, os vereadores: José Vicente de Carvalho, Sandra Lopes Ferreira, Jocelino Ferreira da Silva, Diego Soares da Silva, Joilson Nunes Barros, o Dr. Luiz Gonçalves de Seixas Filho, Abadia de Moura Moraes, o vereador Decano, Shiguimitu Sato e, o vereador mais votado na eleição de 2016, Ilídio da Silva Neto, assinaram conjuntamente, documento declarando que não irão compor Mesa Diretora, onde o vereador Dr. Oswaldo Alvarez, atual presidente, exerça cargo.
O grupo de nove vereadores demonstra que rompeu com o Presidente; apenas o nome do vereador Dileca das Botas, não consta do documento.
QUEDA NA COMPOSIÇÃO DA MESA
No documento os nove vereadores, enfatizam a renúncia da maioria dos membros que compuseram a “Mesa”, eleita em primeiro de janeiro de 2017.
A Câmara pode estar imobilizada; com apenas dois membros, não será possível realizar Sessão.
O QUE FALTA?
No momento, a declaração conjunta onde aparece as assinaturas do grupo, sugere coesão no entendimento entre os vereadores do Legislativo araputanguense, demonstrando reprovação ao Presidente.
O número de descontentes (mais de dois terços), indica que a permanência do presidente no cargo, perdeu sustentabilidade e, sua queda pode se concretizar a qualquer momento.
A atual conjuntura que levou à movimentação dos vereadores contra o Presidente da Casa Legislativa, ocorreu depois que foi protocolizado o Pedido de Ação Civil Pública, pleiteada pela Promotora de Justiça, junto à Vara Única da Justiça, em Araputanga, que ainda não se pronunciou sobre a questão.
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